
SIBO: o que é e qual o papel da alimentação
Abdômen distendido depois das refeições e um laudo de SIBO


Abdômen distendido depois das refeições e um laudo de SIBO

Este artigo discute se ainda faz sentido calcular IMC como forma principal de avaliar o peso e o risco à saúde, à luz de estudos científicos recentes. O texto explica como o índice foi criado, por que se tornou tão popular na prática clínica e em políticas públicas, e quais são suas limitações mais importantes, como a incapacidade de diferenciar massa gorda de massa magra e de refletir a distribuição de gordura corporal. São apresentados dados de pesquisas que relacionam o IMC com risco cardiometabólico, variabilidade do peso ao longo do tempo e mortalidade, mostrando em quais faixas o indicador ainda é útil como ferramenta de triagem populacional. O artigo também aborda alternativas como circunferência da cintura e outros índices que consideram a gordura abdominal, além de orientar como o leitor pode usar o IMC de forma mais consciente e integrada a outras medidas corporais

Pesquisas recentes mostram que mulheres com perfis de saúde comprometidos têm quase cinco vezes mais risco de desenvolver doenças cardíacas, enquanto homens apresentam apenas 2,5 vezes. Essa disparidade me fez refletir sobre a importância de cuidarmos preventivamente da nossa saúde cardiovascular. O que mais me chamou atenção foi descobrir que uma dieta baseada em plantas pode reduzir em até 24% o risco de morte por doenças cardiovasculares em pessoas com distúrbios cardiometabólicos. Aprendi que alimentos vegetais oferecem benefícios únicos através de fibras, fitoquímicos e antioxidantes que protegem nosso coração. Como mulher, entendo agora a importância de considerar as diferentes fases da vida – menstruação, gravidez, menopausa – ao planejar minha alimentação. Essa descoberta me motivou a explorar mais sobre nutrição plant-based como ferramenta poderosa para proteger minha saúde cardíaca.

Diariamente, acompanho pacientes que sofrem as consequências do consumo excessivo desses produtos, desde crianças com obesidade precoce até adultos com múltiplas comorbidades. Os números da Fiocruz são alarmantes: 68 mortes diárias relacionadas a esses alimentos no Brasil. Em minha prática clínica, observo como a publicidade agressiva, especialmente direcionada às crianças, cria hábitos alimentares devastadores. A campanha “Publicidade que Adoece” representa uma esperança de mudança necessária. Acredito que a regulamentação da publicidade de ultraprocessados é fundamental para protegermos nossa população, principalmente as crianças que são bombardeadas diariamente com 70% das campanhas digitais. Como profissional de saúde, reforço a importância de buscarmos alternativas saudáveis, valorizarmos alimentos verdadeiros e resistirmos às estratégias manipuladoras da indústria alimentícia.
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